agora entretenho-me com um pinguim inquieto. outra ideia/experiência.
o tecto já não é mais tecto.
Por instantes esqueci todos os projectos, todas as crenças, todos os nomes. Já não sentia vontade de correr, de rir, de sentir. A energia esgotou-se. Foi dar uma volta, arejar. Fugiu para ver o mar uma última vez. Não tentei impedi-la, não tinha esse direito. Não volta e talvez eu já não esteja preparado para recebê-la. Tornou-se típico em mim. A porta fechou-se e o sorriso raramente se abre.
E tu és a chave que eu não encontro. Perdi-te numa sombra, procurei por entre os dedos mas estes depressa se esconderam. O futuro é negro e eu perdi a coragem. Desculpa, mas tenho de ir. Perdeste a simplicidade que eu amava. O caminho que percorríamos tornou-se demasiado escorregadio. Já não há braços que me guiem nem beijos que me calem – acabou.
Acabou – já não há braços que me guiem nem beijos que me calem. O caminho que percorríamos tornou-se demasiado escorregadio. Perdeste a simplicidade que eu amava. Desculpa, mas tenho de ir. O futuro é negro e eu perdi a coragem. Perdi-a numa sombra, procurei por entre os dedos mas estes depressa se esconderam.
E tu és a chave que eu não encontro. A porta fechou-se e o sorriso raramente se abre. Tornou-se típico em mim. Ela não volta e talvez eu já não esteja preparado para recebê-la. Fugiu para ver o mar uma última vez. Não tentei impedi-la, não tinha esse direito. Foi dar uma volta, arejar. A energia esgotou-se. Já não sentia vontade de correr, de rir, de sentir.
Por instantes esqueci todos os projectos, todas as crenças, todos os nomes. Não pensei, não pensei no barulho lá fora nem no silêncio cá dentro, não pensei na luz que passava pelas janelas e me aquecia, não pensei em ti. A sala estava vazia e o mundo parado. Morri. »
quero erros, muitos erros. bofetadas da vida para aprender depressa. quero falhas, tantas falhas. e a felicidade que chega no dia em que deixarão de ser falhas. quero defeitos, os meus, os teus, os nossos defeitos. e amar esses defeitos. sobretudo, quero uma vida sem arrependimentos. indomável, incansável, instável, inalcançável quanto baste. selvagem. quero intensidade, paz e felicidade, ser polémico e mostrar o rabo à humanidade. parar de procurar soluções. em vez disso, parar de ver problemas.
vou misturar ideias, as minhas ideias, e condensar-me num só mote. vou pecar e blasfemar. vou também enfrentar, mas nunca vou parar. medo? o pior erro, mas quero erros, muitos erros, por isso vou ter medo. de barreiras e muros e paredes e grades e correntes? não, que tudo isso é feito de pensamentos. vou antes temer as pedras, os mares e os rios que não se movem por mim nem por tão pouco. vou percorrer o mundo, conhecê-lo, marcá-lo, torná-lo mais pequeno. cansar-me-ei no dia em que daqui sair.
vagabundo em sonhos e inconsciências, serei errante quando partir para não voltar. serei livre. mas que vida essa sem prisão? não estarei eu condenado à emoção e ao sentimento? afinal, são beijos e abraços o meu alimento. não, condenada é a alma esfomeada, mas essa já vagueia. o que está preso é o corpo, por isso quem lhe paga a fiança? a esperança e sempre a esperança.

